sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Águia

Estará você mais uma vez a observar
Quando o Sol cair, quando o nevoeiro chegar
Águia ávida, sentinela inerte
Respiração nula, espião, interprete
Jogarei seu jogo de contar segredos
De ler pensamentos e desvendar meus medos
Blefaraei teu nome
Em minha última cartada
Águia de olhos cortantes esse é teu caminho
Além das cinzas sua lenda está guardada
Mas Águia, não se esqueça, ainda és feita de pena
Por isso foge do fogo, que tuas asas não renascerão
A crueldade está lacrada na mais primorosa das almas
Assinarás teu óbito ao ter minha certidão.

...mais uma ave para esta gaiola, perdoe-me a sordidez...

Poema de retribuição

2 comentários:

Kuma disse...

good.. ! és de pira, certo?

Carol disse...

Sim! No interior agente tbm escreve \o kkk